Publicada pelo jornal A TARDE em 2008, a reportagem “Escola pública ainda busca superar desafios” discute os problemas históricos da educação pública baiana e apresenta experiências pedagógicas que buscavam transformar a escola a partir de novas práticas educativas e culturais.
Ao longo da matéria, o texto percorre temas como analfabetismo, formação docente, desigualdade social e reformas educacionais, mas reserva um espaço importante para iniciativas ligadas à valorização da cultura afro-brasileira nas escolas públicas da Bahia.
Entre os destaques aparece o trabalho desenvolvido por Vanda Machado, apresentada como coordenadora de projetos voltados para cultura afro. A reportagem evidencia a dimensão pedagógica dessas experiências e seu impacto na formação de estudantes e educadores.
No trecho intitulado “Experiência”, a matéria destaca:
“Vanda Machado, uma das coordenadoras do Projeto Pedagógico Irê Ayó (…) afirma que o projeto é fundamentado no tripé pedagogia, ancestralidade e ludicidade.”
A reportagem também ressalta que o projeto desenvolvido no Ilê Axé Opô Afonjá propõe uma educação conectada às experiências culturais afro-brasileiras e à construção da autoestima dos estudantes:
“Entre os conteúdos, os valores africanos tradicionais, como respeito ao outro, à mulher, à família, além de noções sobre tradição oral, arte, literatura negra, gênero, história e diversidade.”
Outro ponto importante destacado pelo jornal é a relação entre cultura, educação e território. A matéria descreve como o projeto articula atividades ligadas à música, capoeira, oralidade e manifestações culturais afro-brasileiras como instrumentos pedagógicos dentro da escola pública.
Ao abordar o curso de formação de professores coordenado por Vanda Machado, a reportagem evidencia a preocupação com a implementação da Lei 10.639/03 e a necessidade de construir práticas educativas antirracistas de maneira permanente:
“Temos que ter sensibilidade e compreensão para vermos a educação como uma grande roda.”
A matéria apresenta o trabalho de Vanda Machado não apenas como uma ação cultural, mas como parte de um movimento de transformação da educação pública baiana, integrando ancestralidade africana, formação cidadã e valorização da identidade negra no cotidiano escolar.
A reportagem completa integra o acervo histórico de Vanda Machado e pode ser acessada na íntegra neste link, preservando registros de sua atuação na construção de práticas pedagógicas voltadas para a educação antirracista e para a valorização da cultura afro-brasileira nas escolas públicas.
https://drive.google.com/file/d/1hLE7zWD4tpqkiz7Oh4zqx7OTA7bXVxNe/view?usp=drive_link

