Publicada em 10 de julho de 2003, no Diário Oficial do Município de Salvador, a matéria “Imbassahy quer projetos locais em missão brasileira na África” destaca o interesse da Prefeitura de Salvador em apresentar experiências educacionais e culturais desenvolvidas na capital baiana em missões diplomáticas voltadas para o continente africano.
A reportagem evidencia o reconhecimento institucional de projetos ligados à valorização da cultura afro-brasileira, entre eles o trabalho desenvolvido na Escola Eugênia Anna dos Santos, localizada no Ilê Axé Opô Afonjá, espaço onde Vanda Machado construiu importantes experiências pedagógicas voltadas para a educação antirracista e para o fortalecimento da identidade negra.
Segundo a matéria, o então prefeito Antônio Imbassahy apresentou ao Ministério das Relações Exteriores projetos municipais relacionados à cultura, educação e inclusão social, ressaltando iniciativas que dialogavam diretamente com as raízes africanas presentes na formação cultural de Salvador.
Entre as experiências destacadas aparece o Projeto Irê Ayó, reconhecido pela utilização de práticas pedagógicas inovadoras baseadas na oralidade, nas tradições afro-brasileiras, nos valores comunitários e nas expressões culturais de matriz africana. A reportagem aponta que o projeto se tornou referência ao integrar elementos da ancestralidade africana ao cotidiano escolar.
O texto também ressalta o impacto social dessas ações no enfrentamento da evasão escolar e na valorização da autoestima de crianças e jovens negros. As experiências desenvolvidas no Ilê Axé Opô Afonjá são apresentadas como exemplos de iniciativas capazes de fortalecer vínculos comunitários e promover novas formas de aprendizagem conectadas às realidades culturais afro-brasileiras.
Ao aproximar Salvador de países africanos por meio de intercâmbios culturais e educacionais, a matéria evidencia a importância do reconhecimento das heranças africanas na construção da identidade brasileira e reafirma o papel da educação como instrumento de preservação da memória, da cultura e da ancestralidade negra.
Mais do que um registro administrativo, a publicação revela o alcance político, pedagógico e internacional das experiências educacionais construídas por Vanda Machado e pelas comunidades ligadas ao Ilê Axé Opô Afonjá.
A matéria completa integra o acervo histórico de Vanda Machado e pode ser acessada na íntegra neste link, contribuindo para a preservação de sua trajetória intelectual, educacional e de sua atuação na valorização da cultura afro-brasileira e das relações entre Brasil e África.
https://drive.google.com/file/d/1fUVI3tKknF_H873qpB0wZfaTNu6Gw4FC/view?usp=drive_link

