A reportagem “Evento discute trabalho social do Ilê Axé” destaca a realização do seminário Ekú Odun Ojó Ibi Iyalorixá, promovido pelo Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia (Ceao/UFBA), em homenagem aos 25 anos de liderança de Mãe Stella de Oxóssi no Ilê Axé Opô Afonjá.
Publicada em Salvador no início dos anos 2000, a matéria apresenta o encontro como um espaço de debate sobre educação, cultura afro-brasileira, ancestralidade e ações sociais desenvolvidas dentro do terreiro.
O texto reúne falas de intelectuais, representantes de instituições públicas e lideranças religiosas ligadas à cultura afrodescendente na Bahia. Entre os nomes citados aparecem representantes da UNESCO, UNICEF, Fundação Cultural Palmares, UFBA e do movimento negro baiano.
Um dos principais destaques da reportagem é o reconhecimento do trabalho pedagógico desenvolvido na Escola Municipal Eugênia Anna dos Santos, localizada dentro do Ilê Axé Opô Afonjá e vinculada às experiências educacionais coordenadas por Vanda Machado.
A matéria afirma:
“O projeto da Escola Eugênia Anna dos Santos, que funciona dentro do terreiro e segue um projeto pedagógico diferenciado, adaptado à cultura negra, foi um dos principais pontos da discussão.”
A reportagem também destaca diretamente a atuação de Vanda Machado na coordenação do trabalho:
“O trabalho é coordenado pela professora Vanda Machado, que realiza uma pesquisa sobre o desenvolvimento da formação de conceitos e atitudes através da cultura afro.”
Outro trecho importante evidencia a preocupação da educadora com a formação docente e a continuidade das ações pedagógicas:
“O problema central do projeto, que é a falta de professores especializados, está sendo solucionado com a realização de cursos de formação pela própria Vanda.”
Além da educação formal, a matéria aborda as oficinas de dança, percussão e capoeira desenvolvidas no projeto Mobilização Cultural Criança em Risco na Comunidade Afonjá (Mocan), destacando ações voltadas para cidadania, autoestima, educação ambiental e fortalecimento dos vínculos comunitários.
A reportagem também recupera a dimensão política e coletiva do terreiro enquanto espaço de preservação cultural e resistência afro-brasileira. Em um dos trechos, o historiador Joel Rufino define a atuação do Ilê Axé como:
“religiosidade autêntica, essencialmente comunitária.”
Mais do que registrar um seminário, a matéria documenta um momento importante de reconhecimento público das experiências pedagógicas, culturais e sociais desenvolvidas no Ilê Axé Opô Afonjá, evidenciando o papel de Vanda Machado na articulação entre educação, ancestralidade e transformação social.
A matéria completa integra o acervo histórico de Vanda Machado e pode ser acessada na íntegra neste link, preservando registros fundamentais sobre sua atuação educacional, cultural e comunitária no Ilê Axé Opô Afonjá.
https://drive.google.com/file/d/1N6Mh6022Y1Y8K4luD758HtrF7-sfDra8/view?usp=drive_link

